Na
maternidade, uma enfermeira me disse que o testículo do meu bebê ainda não
havia descido, fiquei assustada por não saber se era grave, mas ela me acalmou
e disse que era normal e que já estavam a caminho, hoje foi a primeira consulta
do Derick e a Pediatra dele disse que já estava tudo no lugar.
A Criptorquidia,
ou seja, a ausência de um ou dos dois testículos na bolsa escrotal, é uma
situação relativamente comum na clínica pediátrica. Os testículos, orgãos
masculinos responsáveis pela produção dos espermatozóides, são originados
dentro do abdome do bebê, e perto da época do nascimento, "descem"
para a bolsa escrotal, por um canal chamado, Conduto peritônio-vaginal. Este
canal se fecha normalmente, após a descida dos testículos. As alterações da
posição normal dos testículos, ocorrem justamente entre a descida, e o
fechamento deste canal. Não há uma causa definida, apenas hipóteses. Existe no
menino a bolsa escrotal, pois os testículos precisam ficar a uma temperatura
diferente do corpo humano, normalmente mais baixa. Se isso não ocorre, funções
como a origem e a produção de espermatozóides ficam prejudicadas. E isso,
segundo recentes pesquisas, já após o primeiro ano de vida. Sem contar ainda, a
possibilidade de uma possível malignização. Em resumo: Testículo fora da bolsa
após 1 ano de idade, pode causar esterilidade e mais raramente câncer! Após o
diagnóstico existem vários métodos de tratamento, dependendo do caso.
Testículos móveis, mas que permanecerem na bolsa maior tempo, podem ser somente
observados. Nos outros casos existe a possibilidade de tratamento com hormônios
próprios para crianças, e eventualmente o tratamento cirúrgico, em que o mesmo
é fixado à bolsa escrotal, tratando definitivamente o problema. O mais
importante é o diagnóstico ser realizado o mais precocemente possível, visto
que quanto mais rápido for instituído o tratamento adequado, menores serão as
repercussões para o organismo. Este diagnóstico não depende apenas do médico.
Crie o hábito de observar seu filho e evite problemas importantes e graves.

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