Chamada acne neonatal afeta cerca de 30% dos recém-nascidos.
Ela
aparece normalmente entre a terceira e a quarta semana de vida e persiste até
os seis meses. Esse tipo de acne surge em bebês com predisposição genética e é
desencadeado pelos hormônios andrógenos (masculinos) que são transmitidos da
mãe para a criança durante a gestação e a amamentação. Estes hormônios
estimulam a produção excessiva das glândulas sebáceas. “Os hormônios maternos
podem levar ao surgimento de espinhas e pequenos cravos, porém não é
aconselhável espremê-los, já que são lesões leves e não deixam cicatrizes”,
alerta a dermatologista Érica Monteiro.
Na maioria das vezes o problema não
exige nenhum tratamento, pois regride após a diminuição dos hormônios maternos
no organismo do bebê. Mas, segundo a dermatologista Shirlei Borelli, em alguns
casos excepcionais, que só podem ser diagnosticados por um especialista, a acne
neonatal é persistente e deve ser tratada com remédios. Podem ser usados, por
exemplo, tretinoína, peróxido de benzoíla ou eritromicina tópica. Assim como
nos adolescentes, o tratamento da acne infantil envolve limpeza e cuidado
diário da pele. Além do uso de sabonetes e loções hidratante, é importante a aplicação de
produtos para reduzir o aparecimento de novas lesões ou melhorar as já
presentes, evitando o surgimento de manchas e cicatrizes permanentes.

Nenhum comentário:
Postar um comentário