sábado, 18 de maio de 2013

ESPINHAS NO BERÇO



                   Chamada acne neonatal afeta cerca de 30% dos recém-nascidos. 
Ela aparece normalmente entre a terceira e a quarta semana de vida e persiste até os seis meses. Esse tipo de acne surge em bebês com predisposição genética e é desencadeado pelos hormônios andrógenos (masculinos) que são transmitidos da mãe para a criança durante a gestação e a amamentação. Estes hormônios estimulam a produção excessiva das glândulas sebáceas. “Os hormônios maternos podem levar ao surgimento de espinhas e pequenos cravos, porém não é aconselhável espremê-los, já que são lesões leves e não deixam cicatrizes”, alerta a dermatologista Érica Monteiro. 

Na maioria das vezes o problema não exige nenhum tratamento, pois regride após a diminuição dos hormônios maternos no organismo do bebê. Mas, segundo a dermatologista Shirlei Borelli, em alguns casos excepcionais, que só podem ser diagnosticados por um especialista, a acne neonatal é persistente e deve ser tratada com remédios. Podem ser usados, por exemplo, tretinoína, peróxido de benzoíla ou eritromicina tópica. Assim como nos adolescentes, o tratamento da acne infantil envolve limpeza e cuidado diário da pele. Além do uso de sabonetes e loções hidratante, é importante a aplicação de produtos para reduzir o aparecimento de novas lesões ou melhorar as já presentes, evitando o surgimento de manchas e cicatrizes permanentes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário